Que marcas você quer deixar no planeta? Calcule sua Pegada Ecológica.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Relatório revela impactos negativos dos transgênicos


Reforçando as publicações científicas que negam a utilidade dos transgênicos como medida para reduzir os efeitos das mudanças climáticas, a ONG Amigos da Terra Internacional lançou, no último mês de fevereiro, o relatório "Quem se beneficia dos cultivos transgênicos?". A publicação aborda e esclarece os verdadeiros efeitos que os cultivos de transgênicos causam à saúde e ao meio ambiente.

O relatório foi publicado ao mesmo tempo em que o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologias (ISAAA, por sua sigla em inglês) lançou sua publicação anual financiada pela indústria biotecnológica. O "Global Status of Commercialized Biotech" tem como foco promover os transgênicos e incentivar seus cultivos como a melhor saída para o combate à fome e à pobreza.
Desvendando a realidade, os Amigos da Terra Internacional, por meio de estudos e da coleta de dados atuais analisa as áreas de cultivos de organismos geneticamente modificados (OGM) no mundo e divulga os impactos sofridos pelos países que os plantaram. As informações agrupadas no relatório vão de encontro à hipótese de que os transgênicos podem combater as mudanças climáticas e a fome e afirmam que as suposições são "exageradas e totalmente prematuras".
A afirmação categórica dos Amigos da Terra se deve ao fato de que estudos têm comprovado que os OMG estão causando mais malefícios do que benefícios. A prova, segundo relata o estudo da ONG, é que os cultivos de transgênicos estão incrementando as emissões de carbono e não estão ajudando a solucionar os problemas da fome no mundo. "Isto se deve ao fato de os cultivos transgênicos serem responsáveis por espetaculares aumentos no uso de pesticidas, tanto nos EUA como na América Latina, intensificando o uso de combustíveis fósseis", esclarece o relatório.
Dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmaram que em 2008, os cultivos de transgênicos necessitaram de 26% a mais de pesticidas por hectare que as plantações tradicionais. No caso do Brasil, um estudo promovido pelo Governo em 2007 comprovou que o uso do herbicida glifosato cresceu 80% entre 2000 e 2005, quando a soja transgênica foi inserida no país.
A Argentina também passa por uma situação alarmante em decorrência dos transgênicos. Segundo o relatório, mais de 200 mil hectares de bosque primário desaparecem a cada ano para dar espaço às plantações de soja transgênica. A América do Sul é hoje a principal afetada pelo desmatamento em decorrência das plantações de soja transgênica.

Segundo o documento "Quem se beneficia dos cultivos transgênicos?", menos de 3% da área agrícola mundial está ocupada por plantações transgênicas e mais de 99% do que é produzido serve à alimentação de animais e para a produção de biocombustíveis. Por meio desses dados, os Amigos da Terra nos levam a refletir sobre como é possível que os transgênicos sejam uma saída para a fome se o que é cultivado não serve para a alimentação das populações pobres.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ipanema tem mais de 30 mil coliformes fecais em 100 g de areia.

Estudo da prefeitura indica qualidade das areias cariocas. Presença de cachorros seria motivo do alto índice de bactérias.
Banhistas e frequentadores das areias de Ipanema, uma das praias mais badaladas na Zona Sul do Rio de Janeiro, precisam ficar atentos. Um estudo divulgado nesta terça-feira (2) pela Secretaria municipal de Meio Ambiente indica que o local não é recomendado porque apresenta 30 mil coliformes fecais em cada 100 gramas de areia. Este é um dos piores resultados do estudo.

Veja galeria de fotos da praia de Ipanema

O relatório, que apresenta a qualidade da areia das praias cariocas, também não recomenda a praia da Barra da Tijuca e a de Sepetiba, ambas na Zona Oeste, a José Bonifácio, em Paquetá, e a praia da Bica, na Ilha do Governador.

O boletim corresponde ao período de coleta do dia 9 ao dia 23 de janeiro. As únicas praias que registraram a qualidade da areia considerada ótima pela Secretaria foram a da Reserva e a Prainha, ambas na Zona Oeste.
Fezes animais seriam motivo do alto índice

De acordo com Vera Oliveira, gerente de Monitoramento Ambiental da Secretaria, o monitoramento das areias do Rio é feito há mais de 10 anos, porém a novidade é que a classificação foi revista. Agora os técnicos também avaliam, além de coliformes fecais, os índices de Escherichia coli, bactéria indicadora de contaminação de fezes de animais como o cachorro.

“Esse boletim dá Ipanema com muita contaminação e a gente atribui isso aos cachorros. Sempre tem animais durante a coleta e isso é proibido por lei. As pessoas querem usar uma praia de qualidade, mas elas têm que fazer um bom uso da praia, que significa não levar o animal e não deixar o lixo na areia”, disse.
Doenças

Mas de acordo com a dermatologista Maria Fernanda Reis Gavazzoni Dias, integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o maior perigo são as fezes humanas, já que as bactérias dos animais são espécies diferentes das dos humanos. “Se as fezes forem de cães, o risco é menor porque certamente não serão doenças graves. Ainda assim, se o cachorro não estiver doente, não transmite nada”.
Segundo ela, a doença mais comum transmitida por cachorros é a larva migrans, conhecida popularmente como bicho geográfico. “É uma doença de pele, que coça, é um bichinho que anda embaixo da pele, mas cura rápido”.

As fezes humanas, de acordo com a dermatologista, podem transmitir verminoses e até mesmo hepatite.

A coleta é feita até, no máximo, às 9h e os técnicos também anotam as condições do local, como quantidade de lixo e bichos. O resultado divulgado nesta terça levou em conta as anotações feitas desde 2006. A nova classificação, que monitorou 35 pontos de praia, surgiu após 4 anos de estudo.

Na semana passada, o Instituto estadual do Ambiente (Inea) divulgou um novo mapa, que mostra os índices de bactérias na água do mar.

Veja abaixo a lista completa dos resultados do estudo:

Até 10 mil coliformes – Classificação: ótima

Prainha

Recreio - Praia da Reserva

De 10 mil a 20 mil coliformes – Classificação: boa

Recreio - Praia do Pontal

Recreio - Praia da Macumba

São Conrado – Pouso da Asa Delta

Leblon - Bartolomeu Mitre

Leme

Copacabana - República do Peru

Copacabana - Barão de Ipanema

Botafogo

Flamengo

Ramos

Engenhoca - Ilha do Governador

De 20 mil a 30 mil coliformes – Classificação: regular

Vermelha – Urca

Brisa - Sepetiba

Central - Urca

Guanabara - Ilha do Governador

Moreninha - Ilha de Paquetá

Imbuca - Ilha de Paquetá

Ipanema - Praia do Diabo

Copacabana - Souza Lima

São Conrado – Hotel Nacional

Leblon - Visconde de Albuquerque

Barra - Cond. Barramares

Barra - Quebra Mar

Guaratiba

Grumari

Acima de 30 mil coliformes – Classificação: não recomendada

Barra - Ayrton Senna

Barra – Pepe Ipanema – Arpoador

Bica - lha do Governador

Ipanema - Paul Redfern

Ipanema - Maria Quitéria

José Bonifácio - Ilha de Paquetá

Recôncavo – Sepetiba

Minc acha ser possível atingir redução de 80% no desmatamento da Amazônia em 2010.

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, comentou nesta terça-feira a queda de 50% no desmatamento da Amazônia entre agosto e novembro do ano passado.
Ele ficou tão empolgado com o resultado do Prodes (sistema de monitoramento por satélite da Amazônia), que cogitou a hipótese de o país atingir a meta de redução da destruição da Amazônia em 80% ainda este ano. O compromisso foi assumido em Copenhague e firmado em lei, mas coloca o ano de 2020 para chegar a esse patamar. Segundo Minc, o desmatamento na região, que no ano passado registrou o menor índice histórico, "está sob controle".

- Nós podemos dizer, pela primeira vez, que o desmatamento da Amazônia está sob controle.

Os dados foram divulgados nesta terça pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre agosto e novembro de 2008 o desmatamento foi de 2.239 quilômetros quadrados. Já no mesmo período de 2009 a área destruída caiu para 1.144 quilômetros quadrados. Os três estados que concentram o desmate, Pará, Mato Grosso e Rondônia, tiveram queda no período. Já o Amazonas que historicamente é um estado preservacionista, ficou em segundo lugar no ranking do desmatamento em outubro do ano passado.

Fundema fecha mais um lixão.


Fiscais de Joinville continuam hoje vistorias em terrenos usados como depósitos irregulares de rejeitos.
Após as denúncias de moradores de que caçambeiros e a Prefeitura estariam depositando lixo em aterros clandestinos, a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) fechou ontem mais uma área irregular. O terreno fica na rua Dorothóvio do Nascimento, na Vila Cubatão, onde até a Prefeitura também teria depositado lixo entre 2001 e 2009.

Na Vila Cubatão, existem pelo menos outros três grandes aterros clandestinos, que recebem diariamente toneladas de entulho e lixo trazidos por caçambas de diferentes empresas.

A instalação de cercas de arame farpado na área surpreendeu caçambeiros, que ficaram sem saber onde descartar o material. Até então, a prática comum era pagar R$ 10 por caçamba aos dono dos terrenos, que selecionam materiais recicláveis e cobrem o restante com terra. Tudo feito sem ter licença ambiental.

Hoje, fiscais devem percorrer pelo menos mais quatro áreas, afirma o diretor-executivo da Fundema, Eduardo Schroeder. Entre elas, um terreno público no Loteamento Dom Gregório, no bairro Jardim Iririú, onde a Prefeitura estaria colocando entulhos de obras públicas, como admitiu o secretário regional do Aventureiro, José Fausto.

O diretor-executivo da Fundema ressalta que a única área licenciada é o aterro industrial da Catarinense Ambiental. Mas os caçambeiros alegam que os custos inviabilizam a atividade.

A solução para esse problema, segundo Schroeder, virá com a aprovação da lei de uso e ocupação do solo, que deve ser votada hoje na Câmara de Vereadores. A partir disso, a Fundema terá condições de avaliar quais áreas poderão ser transformadas em aterros e locais para processamento de lixo e entulho.

“No dia 8, teremos uma reunião com a câmara técnica do Comdema (Conselho Municipal de Meio Ambiente) e vamos apresentar algumas opções.” Segundo ele, a reunião deverá resultar na concessão de licença para um novo aterro para restos de material de construção.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Meio ambiente do Rio receberá mais R$ 12 milhões por ano


A partir de hoje Instituto Estadual do Ambiente (Inea) passa a receber 60% dos valores arrecadados pela Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental do Estado do Rio de Janeiro (TCFA-RJ), que desde 2001 era recolhida totalmente ao Ibama.
Isso representa R$ 12 milhões a mais, por ano, para controle e preservação do meio ambiente no estado. A mudança está prevista no termo de cooperação técnica assinado, nesta manhã, pelo presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, e o presidente do Inea, Luiz Firmino Martins Pereira.
Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou da cerimônia, os recursos provenientes do pagamento de indústrias, mineradoras e empresas que desenvolvam atividades com potencial poluidor não vão aumentar, apenas serão repartidas de forma justa.

"A fiscalização é compartilhada pelos órgãos estaduais e federais, logo, a cobrança de taxas também deve ser repartida", afirmou Minc. O ministro também explicou que o Inea e o Ibama vão dividir também o Cadastro Técnico Federal para emissão de boletos bancários de recolhimento da taxa.
Durante o evento também foi feita a entrega dos termos aditivos aos convênios de descentralização do licenciamento ambiental assinados entre o Inea e 42 municípios, que terão autonomia para dar alguns tipos de licença. "Isso vai desburocratizar o processo de licenças, e vai permitir que o Inea se concentre em assuntos de maior complexidade", disse o ministro.
O novo Sistema de Licenciamento Ambiental (SLAM) do Estado do Rio de Janeiro, que entrou em vigência hoje, vai classificar as atividades no estado de acordo com seu porte e potencial poluidor.

Desse modo, os empreendimentos com potenciais poluidores insignificantes ganham classificação de nível 1 e precisam preencher somente um cadastro para receber a certidão que não exija o licenciamento.

Já as iniciativas de maior impacto vão precisar, a partir de agora, de um responsável técnico pelo cumprimento de todas as condicionantes correspondentes à atividade da empresa.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

“Brasil é potência ambiental e tem que fazer jus a isso”.


Marina Silva, pré-candidata à Presidência da República, afirma que sua campanha será embasada na integração entre meio ambiente e desenvolvimento econômico. Chapa terá Guilherme Leal, um dos fundadores da Natura, como vice.

Num futuro não muito distante, a comunidade internacional estará cobrando mais e mais certificações ambientais de produtos fabricados no Brasil - assim como de qualquer outro lugar do mundo. Por isso, é importante fazer o que ela chama de "dever de casa". Marina Silva, senadora acreana que trocou o PT pelo Partido Verde (PV) ano passado, pretende aproveitar o cenário econômico favorável para colocar a sustentabilidade no debate das eleições. "A nova equação não é opor meio ambiente e desenvolvimento, mas sim integrá-los. Se não fizermos isso, vamos perder o trem-bala da história", disse.
Na opinião de Marina, que comandou o Ministério do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, a sustentabilidade "talvez tenha sido o calcanhar de Aquiles" do governo Lula. "Mas nunca o critiquei. Tenho 30 anos investidos naquele barbudo", disse, em tom de brincadeira, durante almoço com empresários em Porto Alegre, nesta quinta-feira. Vale lembrar que a saída de Marina da pasta está vinculada diretamente a atritos enfrentados com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - que será uma de suas maiores rivais nas eleições deste ano.
Na visão da pré-candidata, assim como os Estados Unidos exercem uma posição de líder político global, o Brasil precisa ser reconhecido como grande potência ambiental - e, principalmente, fazer jus a isso. "A Inglaterra pode ter os melhores estudos ambientais, mas apenas 4% de sua matriz energética é limpa. Nós temos 45%", destacou. Para Marina, só um planejamento adequado colocará o país nos trilhos do desenvolvimento sem prejudicar o meio ambiente."Está faltando consciência de que o atual modelo de produção e consumo não é sustentável", afirmou.
Marina Silva e o PV terão um grande aliado na busca por um Estado que seja referência em gestão ambiental. Trata-se do empresário Guilherme Leal, um dos fundadores da Natura. Dono de uma fortuna avaliada em mais de R$ 2 bilhões, ele ocupa atualmente a co-presidência do Conselho de Administração da companhia. Ainda que não tenha sido confirmado oficialmente como vice de Marina, os dois deixaram claro que concorrerão lado a lado. Engajado em causas ambientais hámais de 20 anos, Leal afirmou que, se está filiado ao PV, é porque tem aspirações políticas."Estou a serviço do movimento", disse.

EUA adotam oficialmente acordo climático de Copenhague.


Norte-americanos tentarão reduzir emissões em 17% até 2020.Países têm até 31 de janeiro para ratificar acordo.
Os Estados Unidos notificaram oficialmente a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira de que adotaram o Acordo de Copenhague, estabelecendo objetivos não obrigatórios para reduzir as emissões de gases-estufa que foram negociados no mês passado.
Todd Stern, o principal negociador de clima do governo de Barack Obama, também destacou que, como era esperado, o país vai almejar uma redução de 17 por cento nas emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo aquecimento global até 2020, com 2005 como o ano base.
Um objetivo final de redução de emissões será submetido, disseram os EUA, assim que o Congresso promulgar a legislação interna exigindo as reduções de poluição de carbono. Mas essa legislação tem destino incerto no Senado.

O Acordo de Copenhague pede que os países enviem até o dia 31 de janeiro dados relativos ao quanto cada um vai cortar nas emissões de gases de efeito estufa. No último dia 21, contudo, o secretário-executivo da Convenção da ONU para o clima, Yvo de Boer, disse que o prazo é "flexível".