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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Meio ambiente do Rio receberá mais R$ 12 milhões por ano


A partir de hoje Instituto Estadual do Ambiente (Inea) passa a receber 60% dos valores arrecadados pela Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental do Estado do Rio de Janeiro (TCFA-RJ), que desde 2001 era recolhida totalmente ao Ibama.
Isso representa R$ 12 milhões a mais, por ano, para controle e preservação do meio ambiente no estado. A mudança está prevista no termo de cooperação técnica assinado, nesta manhã, pelo presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, e o presidente do Inea, Luiz Firmino Martins Pereira.
Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou da cerimônia, os recursos provenientes do pagamento de indústrias, mineradoras e empresas que desenvolvam atividades com potencial poluidor não vão aumentar, apenas serão repartidas de forma justa.

"A fiscalização é compartilhada pelos órgãos estaduais e federais, logo, a cobrança de taxas também deve ser repartida", afirmou Minc. O ministro também explicou que o Inea e o Ibama vão dividir também o Cadastro Técnico Federal para emissão de boletos bancários de recolhimento da taxa.
Durante o evento também foi feita a entrega dos termos aditivos aos convênios de descentralização do licenciamento ambiental assinados entre o Inea e 42 municípios, que terão autonomia para dar alguns tipos de licença. "Isso vai desburocratizar o processo de licenças, e vai permitir que o Inea se concentre em assuntos de maior complexidade", disse o ministro.
O novo Sistema de Licenciamento Ambiental (SLAM) do Estado do Rio de Janeiro, que entrou em vigência hoje, vai classificar as atividades no estado de acordo com seu porte e potencial poluidor.

Desse modo, os empreendimentos com potenciais poluidores insignificantes ganham classificação de nível 1 e precisam preencher somente um cadastro para receber a certidão que não exija o licenciamento.

Já as iniciativas de maior impacto vão precisar, a partir de agora, de um responsável técnico pelo cumprimento de todas as condicionantes correspondentes à atividade da empresa.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

“Brasil é potência ambiental e tem que fazer jus a isso”.


Marina Silva, pré-candidata à Presidência da República, afirma que sua campanha será embasada na integração entre meio ambiente e desenvolvimento econômico. Chapa terá Guilherme Leal, um dos fundadores da Natura, como vice.

Num futuro não muito distante, a comunidade internacional estará cobrando mais e mais certificações ambientais de produtos fabricados no Brasil - assim como de qualquer outro lugar do mundo. Por isso, é importante fazer o que ela chama de "dever de casa". Marina Silva, senadora acreana que trocou o PT pelo Partido Verde (PV) ano passado, pretende aproveitar o cenário econômico favorável para colocar a sustentabilidade no debate das eleições. "A nova equação não é opor meio ambiente e desenvolvimento, mas sim integrá-los. Se não fizermos isso, vamos perder o trem-bala da história", disse.
Na opinião de Marina, que comandou o Ministério do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, a sustentabilidade "talvez tenha sido o calcanhar de Aquiles" do governo Lula. "Mas nunca o critiquei. Tenho 30 anos investidos naquele barbudo", disse, em tom de brincadeira, durante almoço com empresários em Porto Alegre, nesta quinta-feira. Vale lembrar que a saída de Marina da pasta está vinculada diretamente a atritos enfrentados com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - que será uma de suas maiores rivais nas eleições deste ano.
Na visão da pré-candidata, assim como os Estados Unidos exercem uma posição de líder político global, o Brasil precisa ser reconhecido como grande potência ambiental - e, principalmente, fazer jus a isso. "A Inglaterra pode ter os melhores estudos ambientais, mas apenas 4% de sua matriz energética é limpa. Nós temos 45%", destacou. Para Marina, só um planejamento adequado colocará o país nos trilhos do desenvolvimento sem prejudicar o meio ambiente."Está faltando consciência de que o atual modelo de produção e consumo não é sustentável", afirmou.
Marina Silva e o PV terão um grande aliado na busca por um Estado que seja referência em gestão ambiental. Trata-se do empresário Guilherme Leal, um dos fundadores da Natura. Dono de uma fortuna avaliada em mais de R$ 2 bilhões, ele ocupa atualmente a co-presidência do Conselho de Administração da companhia. Ainda que não tenha sido confirmado oficialmente como vice de Marina, os dois deixaram claro que concorrerão lado a lado. Engajado em causas ambientais hámais de 20 anos, Leal afirmou que, se está filiado ao PV, é porque tem aspirações políticas."Estou a serviço do movimento", disse.

EUA adotam oficialmente acordo climático de Copenhague.


Norte-americanos tentarão reduzir emissões em 17% até 2020.Países têm até 31 de janeiro para ratificar acordo.
Os Estados Unidos notificaram oficialmente a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira de que adotaram o Acordo de Copenhague, estabelecendo objetivos não obrigatórios para reduzir as emissões de gases-estufa que foram negociados no mês passado.
Todd Stern, o principal negociador de clima do governo de Barack Obama, também destacou que, como era esperado, o país vai almejar uma redução de 17 por cento nas emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo aquecimento global até 2020, com 2005 como o ano base.
Um objetivo final de redução de emissões será submetido, disseram os EUA, assim que o Congresso promulgar a legislação interna exigindo as reduções de poluição de carbono. Mas essa legislação tem destino incerto no Senado.

O Acordo de Copenhague pede que os países enviem até o dia 31 de janeiro dados relativos ao quanto cada um vai cortar nas emissões de gases de efeito estufa. No último dia 21, contudo, o secretário-executivo da Convenção da ONU para o clima, Yvo de Boer, disse que o prazo é "flexível".

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Meio ambiente: Coleta seletiva é atividade que começa em casa.

Há um ano, a separação do material reciclável passou a ser mais uma atribuição na rotina da fisioterapeuta Maria Luiza Veiga da Fonseca, 30. “Todos os dias, pego tudo que é lata, alumínio, papel, embalagem de biscoito e copinho de plástico e levo a um dos postos de coleta”, conta.
Maria Luiza é uma das pessoas que se preocupam com o meio ambiente e sabe que boa parte do lixo pode ser reaproveitado, virando matéria-prima para novos produtos. Pessoas como ela dão o primeiro passo: selecionam os itens recicláveis e os destinam a postos de coleta pela cidade.
É isso que também faz o internauta Alberto Almeida. A coleta seletiva é feita na casa dele há mais de 15 anos. “Separamos os materiais e dispomos em caixas apropriadas disponibilizadas em alguns poucos pontos da cidade”, conta, criticando a quantidade de locais de coleta em Salvador.
Separação - Para quem está começando na separação de recicláveis, como é o caso de Maria Luiza, as cores das caixas coletoras, existentes em supermercados, ajudam a entender o que pode ou não pode ser reciclado. A cor verde está relacionada ao vidro. A amarela condiz aos metais e às latas de alumínio. A vermelha, às embalagens de plástico. A azul, ao papel. A cor marrom, por sua vez, diz respeito aos não-recicláveis, a exemplo dos adesivos, papel carbono e espumas e seringas.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Era para isso que nossa secretaria de meio ambiente entava entregue.

Como não poderia ser diferente, essa passagem de Feijó por várias secretarias virou piada na internet. Vejam a “Portaria Definitiva” feita pelo Gustavo Oviedo do blog “Caído em Campos”

Nomeação de Feijó como assessor da secretaria de Governo classificada como 'erro de digitação'

Após ser nomeado na terça-feira, no DIário Oficial, como assessor da secretaria de Governo, o ex-secretário de Meio Ambiente voltou a ser fiscal sanitário nesta quarta-feira. Depois do questionamento da 'promoção' de Feijó no Blog do Bastos e a repercussão entre os leitores, a própria secretaria de Governo informou, por meio de uma nota ao blog, que a nomeação de Feijó foi um “erro de digitação”. Sendo assim, ele fica com o DAS 7 e continua sendo Fiscal Sanitário. A correção aconteceu na edição desta quarta-feira D.O.

Eis a nota, enviada por uma funcionária, chamada Maria Abílio:
“A secretaria de Governo informa que por um erro administrativo (digitação), ocorreu uma falha no sistema, ocasionando uma publicação indevida em nome de Paulo Feijó. A correção será publicada no dia 27/01/2010. É o que temos a obrigação de informar. Em tempo: só erra quem trabalha.”

Cerca de 35% da coleta seletiva acaba no lixo comum em São Paulo.


Cerca de 35% do lixo que o paulistano separa, lava e guarda pensando que será reciclado vai parar no aterro, misturado ao lixo comum. Isso acontece por uma sucessão de falhas e de falta de fiscalização por parte da prefeitura, segundo reportagem de Mariana Barros publicada na edição desta quarta-feira na Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com o texto, um dos problemas é que muitos dos caminhões de lixo fazem uma compactação excessiva do lixo, quebrando vidros e fundindo plásticos --o que impossibilita a separação. Além disso, alguns itens, como embalagens de xampu ou papel de presente, não têm compradores.
Além disso, em algumas regiões da cidade, como o bairro da Vila Mariana, caminhão da coleta seletiva não passa por lá desde o início deste ano e, portanto, o lixo que seria levado pela coleta seletiva é levado pelo caminhão de lixo comum e, portanto, vai direto para o aterro.
Já o desperdício reduz ainda mais a margem de lixo reciclável da cidade, que em 2008 foi de 7% do lixo domiciliar passível de reciclagem e menos de 1% do total produzido.

Parceria de S.J.Barra com empresa de Eike Batista abre Porto do Açu à visitas.

Moradores de São João da Barra, veranistas e turistas que quiserem conhecer as obras do Super Porto do Açu agora têm uma oportunidade. O Programa Nosso Porto, Nosso Futuro, através do projeto "O Porto do Açu de Portas Abertas" criado numa parceria entre a prefeitura de São João da Barra e a LLX, disponibilizou, neste período de verão, um formulário de inscrição on-line através do site oficial da prefeitura (www.sjb.rj.gov.br) para os interessados em conhecerem um dos maiores empreendimentos do País. As datas são pré-definidas e as vagas limitadas em 40 por visita.
Os inscritos serão contactados pela coordenação do Programa para informação do horário e local, assim como o traje adequado para a visita - calça e tênis.
Lançado em outubro do ano passado, o Programa direcionou as visitas iniciais para estudantes do ensino médio da rede pública e particular, alunos dos cursos técnicos do IFF implantados no município, dos cursos profissionalizantes do Cetep/Faetec, do curso municipal de mandarim, para universitários bolsistas e funcionários da rede municipal de Educação. Ao todo visitaram o Porto através do Programa 459 pessoas.
Chegando ao porto, os visitantes são recepcionados no Centro de Visitantes da LLX, onde assistem a uma apresentação de vídeos institucionais e palestra informativa sobre detalhes do investimento que vai mudar a história econômica do município, conhecendo por meio da maquete como a obra do porto ficará depois de concluída. Em seguida visitam o canteiro de obras do complexo portuário, indo até o píer que adentra o mar por mais de dois quilômetros.
Para 2010 as visitas ainda não estão agendadas, mas vão ser abertas vagas para o ensino fundamental, ensino de jovens e adultos e para a comunidade em geral, abrangendo comerciantes, empresários, pescadores, agricultores, agentes religiosos, comunitários, entre outros.
A estudante Graciéti dos Santos que mora no Açu há oito anos e teve a oportunidade de conhecer o Porto através do Programa ficou impressionada com o tamanho da obra. Segundo ela, o momento de maior emoção foi quando o ônibus que conduzia os estudantes subiu a ponte e adentrou o mar.
- Parece um sonho que se tornou realidade. A obra é muito mais do que estávamos imaginando - declara Graciéti que tirou várias fotos para guardar de recordação.
- Queremos que todos tenham a oportunidade de conhecer as instalações do Porto do Açu, para que vejam o empreendimento em loco. O porto é a materialização do progresso que chega a São João da Barra e toda comunidade deve participar disso, já que os benefícios são para a população local, regional, para o Estado e para o País - destaca a prefeita Carla Machado.